sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Segurança On Line

Apesar de nenhuma tecnologia poder substituir o envolvimento dos pais, existem formas de utilizar software para ajudar a proteger os nosos filhos de conteúdos inadequados.

Seguem-se alguns conselhos para proteger a privacidade e segurança dos nossos filhos quando estão a usar o computador.


» Melhore a segurança da sua família na Web

» 10 coisas a ensinar às crianças para melhorar a segurança na Web

» Predadores online: Ajude a minimizar os riscos

» Aprenda a linguagem da Internet para proteger os seus filhos

» Utilização de contratos para ajudar a proteger as crianças online

» Ajude a distinguir o que é verdade e não é verdade na Web

» As crianças e os blogues

» Guia dos pais para a segurança online


Outros sites recomendados (Clique na imagem):



Site com conteúdos e actividades para Alunos, Pais,
Professores e Escolas





Site com muita informação sobre
segurança na Internet.

Promove acções de formação para pais

Prevenir a indisciplina


(link ao artigo na origem)
Armanda Zenhas 2009-10-21 in educare.pt


É necessário que o professor conheça bem os seus alunos e a si próprio. Precisa de estar consciente da dinâmica das relações interpessoais (aluno-aluno, aluno-professor, professor-aluno) e de estar atento à adequação das actividades que propõe, relativamente à diversidade dos alunos da turma.


Muito se tem falado de indisciplina nas escolas. Será ela um problema dos tempos modernos ou virá já de tempos antigos? Quem não se recorda, independentemente da idade, das partidas que a sua turma gostava de pregar aos professores e daquele colega que volta e meia levava falta disciplinar? Quais são as causas da indisciplina? Como é que ela pode ser prevenida?

Os factores que favorecem a indisciplina são múltiplos:

- algumas características de cada nível etário;

- a falta de interesse pelas matérias leccionadas;

- dificuldade em acompanhar as matérias dadas na aula, por falta de bases ou por dificuldades de aprendizagem;

- excessiva permissividade ou demasiado autoritarismo por parte do professor;

- aulas pouco motivadoras;

- dificuldades de relacionamento professor/alunos ou alunos/alunos;

- salas de aula sem condições;

- turmas demasiado grandes.

Sendo extensa, esta lista não esgota as causas de insucesso escolar da escola recente e da mais antiga. Contudo a todas elas juntam-se agora outras, resultantes da massificação do ensino. O público-alvo da escola é heterogéneo, social e culturalmente. Muitos alunos, oriundos de meios socioculturais desfavorecidos e de zonas rurais, não se identificam com a linguagem da escola. Os graves problemas que existem na sociedade (famílias desagregadas, toxicodependência, etc.) chegam às salas de aula. Não obstante uma tão grande modificação da sua realidade sociocultural, a estrutura da escola não se alterou grandemente.

Como prevenir a indisciplina?

É necessário que o professor conheça bem os seus alunos e a si próprio. Precisa de estar consciente da dinâmica das relações interpessoais (aluno-aluno, aluno-professor, professor-aluno) e de estar atento à adequação das actividades que propõe, relativamente à diversidade dos alunos da turma. A redução do número de alunos por turma e o apetrechamento das salas de aula com material informático e outro impõem-se.

Os professores desempenham novas funções (professor-tutor) e leccionam novas áreas (Área de Projecto e Formação Cívica), nas quais os alunos podem desenvolver competências sociais indispensáveis e realizar projectos motivadores que permitem aprendizagens em contextos menos formais. Surgem novas profissões nas escolas, embora a um ritmo inferior ao desejado. É o caso dos animadores culturais e dos psicólogos. Faz-se sentir muito a necessidade de assistentes sociais. A colaboração das famílias com a escola precisa de ser reforçada.

Os novos desafios que a escola enfrenta não podem ser resolvidos pela exclusão dos sectores mais desfavorecidos da sociedade. É preciso procurar respostas que passam pela criação de melhores condições nas escolas, pela formação inicial e contínua dos professores em áreas como a sociologia, pelo envolvimento das famílias e da comunidade e pelo trabalho de equipas multidisciplinares. Lá diz o ditado: 'Mais vale prevenir que remediar!'.


ARMANDA ZENHAS Mestre em Educação, área de especialização em Formação Psicológica de Professores, pela Universidade do Minho. É licenciada em Línguas e Literaturas Modernas, nas variantes de Estudos Portugueses e Ingleses e de Estudos Ingleses e Alemães, e concluiu o curso do Magistério Primário (Porto). É PQND do 3.º grupo da Escola EB 2,3 de Leça da Palmeira e autora de livros na área da educação. É também mãe de dois filhos.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Relatório da OCDE





Professores portugueses perdem muito tempo a manter disciplina na aula

Os professores portugueses perdem muito tempo na sala de aula até conseguir o ambiente de aprendizagem ideal, confessam num inquérito feito pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), realizado no ano lectivo de 2007/2008. O estudo Criar Ambientes Eficazes de Ensino e Aprendizagem feito em 23 países através de questionários a docentes do 3.º ciclo do ensino básico foi divulgado ontem, no México.

Segundo o relatório, três em cada cinco escolas dizem que o mau comportamento dos alunos perturba o bom funcionamento da aula. Portugal não é excepção e os docentes confessam que 25 por cento do tempo lectivo é para manter a disciplina ou é gasto em questões administrativas. É o quinto valor mais baixo entre os países analisados, no entanto, a média geral é de 20 por cento. Este é um problema com que os professores, todos, se debatem.

Em Portugal, os professores são cumpridores, não chegam atrasados, faltam pouco e têm boa preparação pedagógica, declaram os 200 conselhos executivos que responderam. O problema são os alunos, dizem os professores. Quatro em cada dez admite que as interrupções dos alunos quebram o ritmo da aula.

É o comportamento dos estudantes que prejudica a aprendizagem, sublinham. Para 69,1 por cento dos professores o problema são os distúrbios na sala de aula (a média internacional é de 60,2 por cento); o absentismo e o chegar atrasado corresponde a 50,8 e a 40,8 por cento das respostas. Os profissionais preocupam-se ainda com o facto de os alunos dizerem asneiras (42,8 por cento) ou intimidarem os colegas (28,4 por cento). Os roubos (23,3), vandalismo (20,5) e agressões (19,2) também fazem parte das suas preocupações.

Faltam incentivos

A nível internacional, três em cada quatro professores sente que não têm incentivos suficientes para melhorar a qualidade do seu ensino. Os portugueses, ao lado dos espanhóis e dos húngaros, estão entre os que admitem que não conseguem ser bem sucedidos com os alunos com maiores dificuldades de aprendizagem ou pouco motivados. Ao passo que nove em cada dez italianos, noruegueses ou eslovacos declaram que, com persistência, conseguem o sucesso dos alunos.

Um ambiente positivo está associado a mais aquisições e a mais aprendizagem, reconhecem os docentes. "O êxito das políticas de educação depende fortemente da existência de professores de elevada qualidade", defende Angel Gurría, secretário-geral da OCDE. Por isso, o relatório recomenda que se aposte na formação contínua; aliás, os inquiridos admitem que quanto mais formação têm, melhor sabem gerir os problemas na aula e na escola. Nove em cada dez professores, a nível internacional, apostam na sua formação, nem que seja um dia, por ano lectivo. Contudo, a grande maioria, professores portugueses incluídos, não se sente reconhecido. Aliás, os nacionais fazem parte dos poucos profissionais que declaram que nos últimos cinco anos, anteriores ao inquérito, não foram avaliados externamente.

A OCDE defende que "a principal lição política" a retirar deste estudo é que os ministérios têm que prever incentivos "mais eficazes" para os professores, recompensando-os e reconhecendo o seu trabalho. Além disso, devem olhar menos para o controlo dos recursos e conteúdos educativos e mais para os resultados da aprendizagem. Em comunicado, o Ministério da Educação congratula-se com a avaliação do desempenho dos professores e a gestão escolar e considera que as recomendações da OCDE confirmam "a centralidade e a premência das reformas introduzidas".


FONTE: PUBLICO:PT